CRÍTICA | “D.P Dog Day” traz uma das histórias mais intensas e surpreendentes de 2021

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Chegou na Netflix na última sexta (27) o novo k-drama estrelado por Jung Hae In e acompanhado de grande elenco. “D.P Dog Day” é baseado no popular webtoon de Kim Bo Tong, que aborda a vida dos soldados do exército sul coreano em seu período de alistamento obrigatório.

A trama segue a história de Jun Ho (Jung Hae In) que, no começo de seu alistamento, é convocado para integrar o esquadrão especial D.P, responsável por capturar desertores do exército. Durante os 6 episódios nós acompanhamos a jornada do protagonista em entender a história de cada desertor até trazê-lo de volta (ou não) a base militar, e, além disso, também acompanhamos a dura vida dos soldados que são submetidos diariamente a assédios e violência física de seus superiores.

D.P“ é um dorama bastante intenso, apesar de ser curto ele consegue se tornar impactante e chocante logo no primeiro episódio, conseguindo causar ao fim um impacto grande o suficiente no espectador que deve demorar a digerir tudo que foi evidenciado na trama.

Cada episódio, de mais ou menos 1 hora de duração, mostra algo que não estamos acostumados a ver em produções coreanas: a demonstração do exército de um modo que não seja a de glorificá-lo ou mostrar o patriotismo que eles tanto pregam. O k-drama foi capaz de tocar em um ponto muito sensível, e que é motivo de orgulho para o país, afim de evidenciar a negligência dos superiores ao (não) tratar os casos que envolvem agressões físicas e verbais.

O que mais chama atenção é que o drama humaniza os desertores, dá uma nova perspectiva para uma história que geralmente os têm como vilões e homens desonrados. Podemos acompanhar a história de Seok Bong (Cho Hyun-Chul) que, de forma gradativa, alimenta um ódio e revolta dentro de si após tanto abuso que sofreu. Ao fim, é impossível não ficar compadecido com seu final, é revoltante e angustiante. Hyun Chul foi excelente em entregar um personagem tão dramático e que com certeza irá marcar por muito tempo a memória daqueles que assistiram.

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Os demais grandes nomes que compõem o elenco, como Son Seok Koo, Kim Sung-kyun, Shin Seung Ho e Lee Jun Young foram capazes de entregar um desempenho compatível com o nível da história, além de desenvolver em tela personagens complexos, que foram capazes de fazer a audiência refletir, se enfurecer e se comover.

No entanto, não se engane, “D.P” não é um dorama inteiramente dramático e sofrido. O k-drama consegue inserir comédia e dar leveza a história em momentos cruciais, fazendo com que o drama não seja tão difícil e pesado de se acompanhar. O grande responsável por isso foi Koo Gyo-Hwan que compartilhou com Jung Hae In uma química inegável, formando uma das melhores duplas de 2021. Os dois além de dividirem momentos cômicos e surpreendentes, também foram responsáveis pelo desenvolvimento individual um do outro, quando se auxiliavam na caminhada árdua em uma história difícil mas necessária.

Vale ressaltar que a fotografia, a coreografia das lutas e a trilha sonora foram primordiais para garantir uma experiência única ao assistir o drama. Inclusive, há diversas semelhanças/referências a produções hollywoodianas como “Duro de Matar” e outras do mesmo gênero, principalmente na escolha do posicionamento das câmeras e dos cortes das cenas mais intensas.

D.P Dog Day” carrega consigo a excelência, com um excelente elenco, em uma excelente história e um excelente desenvolvimento. Apesar de não ter um final convencional, ou um final necessariamente feliz, a conclusão é condizente e coerente com tudo que foi abordado e explorado durante os 6 episódios. A história a todo momento causa raiva e repulsa, infelizmente isso não passaria como um passe de mágica. Ainda assim, não acredito que o drama necessite de uma continuação, ele foi capaz de desenvolver todos os tópicos abordados na história principal e pedir mais que isso seria fantasioso ou transformar a história em algo tedioso.

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Nota: 5/5

Autor do Post:

Ludmilla Maia

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25 anos. Criadora e uma das fundadoras da Tribernna, escrevo pra internet desde 2016. Amo podcast como amo cultura asiática e heróis. Nas horas vagas, concurseira e bacharel em direito.

Um dia eu te conto o que significa o nome “Tribernna”.

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